Mais um gol de placa do Rei Pelé – garotada, aprendam com o Maior

Atualizado: Jun 15

A polêmica da participação da Seleção Brasileira na Copa América deixou clara a hipocrisia de vários dos envolvidos, visto que a campanha contra o torneio foi iniciada pela empresa de televisão que não possui os direitos sobre a competição, enquanto se refestela com vários outros campeonatos jogados no Brasil e fora dele, demonstrando que os verdadeiros interesses são financeiros.


O envolvimento dos jogadores brasileiros nesta polêmica me fez lembrar dos ensinamentos que o maior deles, Pelé, deixou: jogue futebol, não se envolva em política!


E o seu último gol de placa me veio à mente quando assisti o documentário que a Netflix lançou este ano, chamado Pelé.


O Documentário cobre o período do Mundial da Suécia, em 1958, até o ápice de Pelé na Seleção brasileira de futebol, em 1970.


Vendo o documentário, tudo aquilo me pareceu uma grande partida de futebol, pois tinha firula, ataque, defesa, gol contra, lembrando os lances de uma partida de futebol.


Entretanto, neste caso, em vez de times de futebol, vemos de um lado Pelé, contando a sua história pessoal e em copas do mundo de futebol e, do outro, um time de canhotas, querendo marcar gols por intermédio da criação de narrativas, envolvendo a carreira de Pelé e a situação política do Brasil à época, tentando ligá-lo ao Governo Militar, ao mesmo tempo que martela as ladainhas de sempre.


E a partida começou com uma bela finta do Rei, pois logo aos três minutos de jogo, Pelé faz a primeira jogada para irritar o adversário, ao dizer: “O Brasil é o meu País, significa tudo para mim!”


Patriotismo sempre irritou a canhota brasileira.


Do outro lado, diálogos curtos, apresenta-se o time adversário. Esquerdistas notórios, inicialmente adulam Pelé, sem deixar de lado a mensagem sobre raça, condição social e a firula sobre o clima político da época.


Com a naturalidade das pessoas verdadeiras, Pelé lembra ter vindo de uma família pobre, mas que sempre trabalhou muito e que, quando o pai não pode trabalhar, saia cedo de casa para engraxar sapatos e ajudar a família.


Trabalho e família, coisas que sempre irritaram a esquerda.


A primeira das grandes ofensivas dos esquerdistas começa com Roberto Muylaert, jornalista, que declara que o medo do comunismo, em 1964, era infundado, tendo sido usado como desculpa para a instauração do Regime Militar.


E, ninguém mais que Gilberto Gil, fazendo-se de Professor de História, foi escalado para dizer que “havia um projeto americano de incentivar ditaduras nas Américas, para evitar, exatamente, a expansão do comunismo da União Soviética.”


Eles nem notaram que uma sentença contradiz a outra: se não havia comunismo, que comunismo era esse vindo da União Soviética?


E que, para lutar contra o comunismo não precisávamos de incentivos, o País lutaria por iniciativa própria, conforme vimos na Intentona Comunista de 1935. Eles sempre esquecem de 35!


O jogo fica pesado quando o entrevistador pergunta para Pelé se alguma coisa mudou para ele durante o Governo Militar. Ele diz que nada havia mudado no futebol e que ele não foi afetado em nada.


A cena segue com uma mistura de jogos do atleta e imagens de pessoas feridas em manifestações. Uma clara tentativa de atribuir a Pelé uma alienação sobre o clima político da época ou até uma insensibilidade com o que acontecia fora dos campos. Jogada desleal de todo esquerdista.


O tempo avança e chega o momento que os canhotas mais gostam: 1968 e o AI-5.

Como disse Muylaert, qualquer pessoa podia ser presa sem ter uma causa.

“Simplesmente sumiam com a pessoa!”

Naturalmente, esqueceram dos diversos ataques terroristas no País, em especial Marighela e o seu livrinho “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”.


Paulo César Vasconcellos aproveita o clima e “entra de carrinho”, destacando o uso “político” do futebol, pois Médici assistia partidas de futebol todo domingo, no Maracanã, criando uma imagem de simpático, enquanto apresentam o corpo de Marighella, abatido em confronto com a polícia, sem esclarecer que se tratava do maior terrorista comunista brasileiro.


O contraponto dos esquerdistas de plantão, veio de Fernando Henrique Cardoso, marcando um gol contra, ao esclarecer que Pelé nunca foi figura identificada com o Estado. “Ele sempre foi muito mais do que isso. Países precisam de um herói para acreditar em alguma coisa. Os feitos de Pelé foram incorporados à glória nacional”.


Já a Deputada Petista Benedita da Silva, diz que a tristeza do brasileiro era extravasada no futebol. Sendo acompanhada em jogada combinada, por Gilberto Gil, que diz que Pelé era uma estrela brilhante que, de repente, fulgurava naquele céu negro da vida brasileira.


Como falei adulam e atacam.


Na sequência, o time de canhotas usa o gol 1.000 de Pelé e o seu encontro com o Presidente Médici, que o cumprimentou pelo excepcional feito, para o seu maior ataque: manchar a imagem de Pelé.


Ou, como disse Paulo César Vasconcellos, ecoando o pensamento esquerdista: “Pra muita gente, vai se olhar menos o que faz dentro do campo e mais o que fez fora. E fora é caracterizado por uma ausência de posicionamento político. Nesse momento da história isso vai pesar muito contra ele.”


O gol contra do lado de Pelé veio do jogador Paulo Cézar Lima (Caju), que replica a ideia da esquerda: “Eu achava que ele (Pelé) tinha um comportamento de nego sim-senhor, o negro que é submisso que aceita tudo, entendeu? Que não contesta, que não critica, que não julga. É uma das críticas que mantenho até hoje. Uma opinião dele relacionada a isso, mexeria muito, principalmente no Brasil”.

Mas é claro que ele mesmo não deixou de posar para a foto junto ao Presidente Médici, ao final da Copa. Na sua cabeça, só o Rei tinha que se posicionar.


E o ataque em massa continua com Juca Kfouri, que compara Pelé ao boxeador americano Muhammad Ali, o qual recusou-se a se alistar para lutar no Vietnam, insinuando ainda, o medo de Pelé, que se mostrasse revolta, não tinha certeza se seria ou não, maltratado ou torturado.


“Ditaduras são ditaduras!”


Daí o jogo começa a virar.


Pelé fala que acha que ajudou mais o Brasil com o futebol do que os políticos que ganham e trabalham para fazer isso.


O ápice de Pelé nesta partida é a Copa de 70, que a canhota apresenta como uma questão de estado e sugere que Pelé participou devido à pressão do governo.


Kfouri, para reforçar a sua tese, relembra que “foram criados slogans fascistóides: Brasil, ame-o ou deixe-o! Ninguém segura este País! Viveu-se uma euforia nacionalista no pior sentido do termo”. É a ladainha de sempre da esquerda, que afirma ser ruim amar o seu País.


Pelé confirma a pressão para jogar, mas ele não queria ir para a Copa de 70, devido aos insucessos pessoais em 62 e 66. A Copa de 70, antes de tudo, era um desafio pessoal para ele.


No começo da Copa de 70, o time brasileiro estava desacreditado, mesmo assim, cada vitória da seleção canarinho era uma vitória do povo brasileiro. Até os canhotas concordam.


Jairzinho serve Pelé, lembrando como ele liderou a vitória, sendo um incentivador que motivou a todos a serem grandes como ele. E conseguiu!


Zagalo sentencia ao final: “Tudo o que você possa imaginar, Pelé foi!”


O jornalista José Trajano admite que cobriu a copa e foi para o México no intuito de torcer contra a Ditadura, torcer contra o Brasil, mas que... “Chegamos lá, não tivemos coragem de torcer contra!”


O Rei do Futebol admitiu o nervosismo na final da Copa de 70, lembrando que teve um acesso de choro quando viu as bandeiras. Era o peso da responsabilidade do mais experiente do Brasil.


“Foi uma emoção, um desabafo”.


E descreve que orou pedindo a ajuda divina: “Meu Deus, essa para mim é a última copa. Eu quero a sua ajuda! Que Deus me ajude, que eu saia bem!” E se emociona com a recordação deste momento tocante. Pede desculpas por não controlar a emoção.


Nada enfurece mais a esquerda do que a presença de Deus.


A verdade é que todo o documentário foi uma surra na esquerda. Sei que eles não entendem assim e é por isso que não compreendem o Brasil e são sempre atropelados pela história.


Apesar de todo o esforço gasto para martelar velhas mentiras, o que sempre sobra do jogo esquerdista é a sua hipocrisia.


Tenho que admitir que, desta vez, Fernando Henrique Cardoso foi digno, quando cita ao final: “Pelé soldou a glória dele com a glória do Brasil. É como estar numa guerra e ter a bandeira do Brasil na mão. O mito dele é o nosso mito!”.


Pelé encerra: “A Copa de 70 foi o melhor momento da minha vida. Mas acho que foi mais importante para o País”.


É inegável o feito dos nossos atletas e, em especial, do Rei Pelé, em 1970, porém o gol de placa de que falo hoje, marcado do alto dos seus 80 anos, vem do exemplo sobre crenças e valores que fazem do Brasil um Gigante.


O amor e a importância da família, quando Pelé diz que tudo o que ele é, principalmente a humildade na sua formação, deve à família: “A base que me segurou e está me segurando até hoje. Nunca acho que sou melhor do que ninguém, nem mais do que ninguém. Graças a Deus essa foi a base e a educação que tive dos meus pais.”


O amor pelo País e ao seu pai, quando, em lágrimas relata a promessa que fez ao pai, na derrota do time brasileiro para o Uruguai, na Copa de 1950, prometendo que ganharia uma copa para o Brasil: “Não fica triste (Pai), eu vou ganhar a Copa do Mundo!” Ele tinha 9 anos de idade.


Relembra, aos 80 anos, o ensinamento do Pai para a sua primeira Copa, em 1958: “Confiança, pois dentro do campo são todos iguais. Isso me deu muita força!”


Deus sempre esteve presente no seu coração e o momento mais emocionante do documentário é quando descreve a oração, pedindo proteção divina, na final da Copa de 1970.


Esse documentário foi mais um golaço feito pelo Rei Pelé e uma surra em quem queria desvirtuar a sua imagem. Aprendam garotada!


Pra frente, Brasil! Salve a Seleção!


Que venha a Copa América!


Jorge Schwerz é Coronel Aviador da Reserva da Força Aérea Brasileira; Mestre em Ciências pelo ITA; ex-Adido de Defesa e Aeronáutica na França e Bélgica; e Coordenador do Blog Ao Bom Combate!


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