UM APELO À VIDA – MÉDICOS FRANCESES PEDEM O USO DA HIDROXICLOROQUINA

Tradução livre por Jorge Schwerz

ENTENDA O CASO


O pesquisador francês Didier Raoult foi o primeiro cientista a defender, publicamente, a utilização promissora da hidroxicloroquina no tratamento do Covid-19. Os estudos são realizados no Instituto Hospitalar Universitário “Méditerranée Infection”, sediado em Marselha, sul da França.


O Professor Raoult preconiza o uso da hidroxicloroquina, associado ao antibiótico azitromicina, nos estágios iniciais da doença e tem conseguido resultados expressivos na redução da taxa de mortalidade do Covid-19, em relação ao resto da França.


O pesquisador tem utilizado o medicamento à revelia do governo francês, o qual autorizou o seu uso somente nos casos mais graves da doença. Quando questionado sobre o assunto, o médico destaca que, acima de tudo, está submetido ao “Juramento de Hipócrates” e que a sua responsabilidade reside na luta para salvar a vida dos seus pacientes.


Formam-se filas gigantescas em frente ao Instituto Hospitalar Universitário de Marselha, para teste e, quando positivo para Covid-19, tratamento da doença.


Por essa razão, Philippe Douste-Blazy, Cardiologista e Ex-Ministro da Saúde do Governo de Jacques Chirac, pertencente ao Conselho Administrativo do Instituto onde trabalha o Professor Raoult, bem como o Professor Christian Perronne, lançaram um abaixo-assinado, em 3 de abril de 2020, para que outros médicos sejam autorizados a utilizar a hidroxicloroquina nos estágios iniciais do tratamento ao Covid-19.


No fim-de-semana de lançamento do apelo o número de fatalidades provocadas pelo Covid-19 cruzou a barreira de 8.000 mortos na França.


Devemos ficar assistindo os brasileiros morrerem ou seguir o exemplo dos médicos franceses e pedir a utilização da hidroxicloroquina nos estágios iniciais da doença?


TEXTO DO APELO


TRATAMENTO DO COVID-19: NÃO PERCAMOS MAIS TEMPO!

#NePerdonsPlusDeTemps


Estamos vivendo uma grande crise de saúde global e nosso país é severamente atingido pela onda epidêmica de Covid-19.


Todos os dias lamentamos muitas mortes. Contra essa doença, não temos vacinas nem tratamento antiviral, mesmo que os dados científicos atuais sejam irregulares e contraditórios.


Dados chineses recentes sugeriram a eficácia da cloroquina ou hidroxicloroquina em laboratório e no tratamento de pacientes.


Um estudo publicado por Chen et al. (Eficácia da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19: resultados de um ensaio clínico randomizado) mostra a eficácia da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19 que sofrem de pneumonia moderadamente grave; os poucos pacientes que pioraram não receberam tratamento


Os mapas publicados pela Saúde Pública da França mostram uma taxa de mortalidade muito menor entre as pessoas hospitalizadas em Marselha do que no restante do território.


Em vista dos dados científicos internacionais, bem como das experiências de campo dos médicos em contato direto com a infecção e, na espera de novos dados cientificamente controlados, as autoridades italianas e norte-americanas tomaram decisões terapêuticas ousadas nessa área.


Em 17 de março de 2020, a agência italiana de medicamentos, considerando a emergência de saúde, autorizou a prescrição de hidroxicloroquina por todos os médicos.

Para evitar todos os riscos ou desvios, este medicamento deve ser entregue a uma farmácia hospitalar, com o objetivo de garantir a rastreabilidade das prescrições e o retorno de dados médicos.


Em 29 de março, após parecer favorável da FDA (Agência Americana de Medicamentos), o Departamento de Saúde dos Estados Unidos (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos) decidiu disponibilizar a cloroquina e a hidroxicloroquina às farmácias hospitalares em todo o território federal.


O governo americano usará sua reserva estratégica, composta por milhões de medicamentos, acumulados nas últimas semanas.


A partir de agora, a FDA autoriza todos os médicos que atendem nos hospitais americanos a prescreverem esses dois medicamentos, mesmo fora de ensaios terapêuticos. A FDA solicita, como na Itália, que todos os dados médicos dos pacientes tratados sejam coletados para que sejam analisados.


Portugal acaba de recomendar esses tratamentos para casos de Covid-19 com pneumonia.


A tolerância a esses medicamentos, prescritos a milhões de indivíduos há décadas, é boa, sob a condição expressa de se respeitar a dosagem e contraindicações, de verificar a compatibilidade com outros medicamentos tomados simultaneamente, controlando o nível de potássio no sangue e de realizar um eletrocardiograma previamente, especialmente no caso de uma prescrição associada à azitromicina.


A automedicação deve ser evitada a todo custo.


Aguardando novos dados cientificamente controlados, na situação grave que conhecemos, cada vez mais médicos pensam que essa estratégia é essencial para tratar de seus pacientes, de acordo com seu juramento hipocrático em sua alma e consciência.


Contudo, o decreto em vigor na França nº 2020/337, de 26 de março de 2020, permite o uso de hidroxicloroquina somente "após decisão colegiada, em conformidade com as recomendações do Conselho Superior de Saúde Pública e, em particular, indicação para pacientes com pneumonia com demanda de oxigênio ou falência de órgãos ".


Nesta fase tardia da doença, este tratamento pode ser ineficaz.


Se a eficácia da hidroxicloroquina for confirmada, o protocolo deverá ser aberto rapidamente a médicos particulares para evitar a saturação dos hospitais.


Pedimos, portanto, ao Primeiro Ministro e ao seu Ministro da Saúde que alterem urgentemente este decreto e disponibilizem, imediatamente, em todas as farmácias dos hospitais a hidroxicloroquina ou, na sua falta, a cloroquina, para que cada médico de hospital possa prescrever a todos os pacientes com forma sintomática da condição Covid-19, particularmente aqueles com distúrbios pulmonares, caso o seu estado de saúde requeira.


Pedimos ao Estado que faça reservas ou pedidos de hidroxicloroquina para que, se a eficácia for confirmada nos próximos dias, não fiquemos sem o tratamento.


Assinam,

Prof. Philippe Douste-Blazy, Professor de saúde pública e epidemiologia, Ex-Ministro da Saúde;

Prof. Christian Perronne, Chefe do departamento de doenças infecciosas do hospital Raymond Poincaré, de Garches;

Dra. Michèle Barzach, Ex-Ministra da Saúde;

Profa. Isabelle Bourgault Villada, Professora de dermatologia no hospital Ambroise Paré;

Prof. François Bricaire, Ex-Chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Pitié-Salpêtrière e membro da Academia de Medicina; e

Prof. Marc Gentilini, Professor de parasitologia, saúde pública e clínica.


Vejam o vídeo e o texto do apelo em: https://www.change.org/p/ephilippepm-traitement-covid19-ne-perdons-plus-de-temps-neperdonsplusdetemps?utm_source=grow_fr&utm_campaign=pss&use_react=false


Jorge Schwerz é Coronel Aviador da Reserva da Força Aérea Brasileira; MsC pelo ITA; ex-Adido de Defesa e Aeronáutica na França e Bélgica; e Coordenador do Blog Ao Bom Combate!

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